desporto.sapo.ptdesporto.sapo.pt - 5 jul. 09:06

Jogos do Mediterrâneo: Liliana Cá sente-se “bem melhor” a caminho dos Mundiais

Jogos do Mediterrâneo: Liliana Cá sente-se “bem melhor” a caminho dos Mundiais

Aos 35 anos, a quinta classificada em Tóquio2020 encaminha-se para os Mundiais, em Eugene, nos Estados Unidos, a sentir-se cada vez mais próxima de estar a 100%, ...

A atleta olímpica portuguesa Liliana Cá tem vindo a recuperar de uma lesão sofrida ainda em Tóquio2020 e sentir-se “bem melhor”, aproximando-se do seu melhor a caminho dos Mundiais de atletismo, em Eugene, após uma prata em Oran2022.

“Eu sinto que estou bem melhor. Tive uma fase complicada este ano, comecei lesionada, e ainda estou. Foi a queda nos Jogos [Olímpicos Tóquio2020] que me lesionou no joelho esquerdo. A limitação já não é tão grande, mas está lá. Mas sempre que vou a uma competição vou para dar tudo. Eu sinto-me impecável, vamos ver se o corpo vai corresponder, porque a mente é sempre forte”, declarou a atleta olímpica, na Vila dos Jogos do Mediterrâneo Oran2022.

Aos 35 anos, a quinta classificada em Tóquio2020 encaminha-se para os Mundiais, em Eugene, nos Estados Unidos, a sentir-se cada vez mais próxima de estar a 100%, fisicamente, e motivada pela conquista da medalha de prata na Argélia, com um lançamento de 63,62 metros.

A melhor marca do ano para a atleta olímpica foi superada apenas pelos 64,71 metros da croata Marija Tol, mas bem superior aos 61,96 da turca Ozlem Becerek.

Em Eugene, o corpo pode “não reagir tanto” como gostaria, mas está a aproximar-se da forma de que precisa, mesmo com “muitas coisas a processar na cabeça” desde os últimos Jogos Olímpicos.

“O meu corpo não vai reagir tanto como quero, porque com a adrenalina puxo bastante por ele, mas sinto que vou conseguir fazer aquilo que desejo fazer. Posso não chegar às medalhas, mas nos oito primeiros lá estarei”, afirma.

Ainda lhe falta “a explosividade necessária para poder lançar mais longe, estar mais dinâmica” e sentir-se “mais confiante”, depois de deixar de fazer saltos e corridas, porque o joelho não lho permite após a queda na capital japonesa.

O regresso à competição, primeiro, e agora ao mais alto nível da disciplina, depois, por querer sempre esforçar-se “até ao limite”, e numa altura em que, por ter tido “menos desgaste em nova” o corpo “vai-se superando à idade”, permite-lhe ter novos sonhos, após a participação nos Jogos Olímpicos.

“Agora tenho o sonho de ganhar uma medalha, num Mundial, num Europeu, nos Jogos”, declara.

Os Jogos do Mediterrâneo Oran2022 arrancaram em 25 de junho e decorrem até quarta-feira, com mais de três mil atletas de 26 países diferentes, incluindo 159 portugueses em 20 disciplinas.

Os Mundiais de atletismo de 2022 vão ser disputados em Eugene, no estado norte-americano do Oregon, entre 15 e 24 de julho.

Pedro Pablo Pichardo, campeão olímpico do triplo salto, lidera a lista dos 23 portugueses convocados, com Patrícia Mamona, prata em Tóquio2020, João Vieira, vice-campeão mundial em Doha2019, Auriol Dongmo, com a melhor marca mundial do ano no lançamento do peso, e Inês Henriques, a última campeã do mundo lusa, em Londres2017.

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