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Taremi: ″Pelo que acontece no Irão, não podia festejar os golos″

Taremi: ″Pelo que acontece no Irão, não podia festejar os golos″

O jogador do F. C. Porto destacou a felicidade pelo triunfo do F. C. Porto diante do Braga e explicou o motivo pelo qual não festejou os golos dos azuis e brancos.

"Estou feliz pelo lado do F. C. Porto, vencemos. Mas, pelo que está a acontecer no Irão não podia festejar os golos. Não podia por respeito ao meu povo. Estou cá por causa deles também. Tivemos as melhores ocasiões e realizámos um bom trabalho. Felizmente conseguimos a vitória. É sempre extraordinário jogar no Dragão., os nossos adeptos são fantásticos. São a nossa motivação", afirmou.

O Irão foi abalado por uma vaga de protestos após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, em 16 de setembro, três dias após ser detida por ter infringido o estrito código sobre o uso de vestuário feminino previsto nas leis da República islâmica, em particular o uso do véu. A família diz que Mahsa foi espancada até à morte durante a detenção. A polícia garante que morreu de ataque cardíaco e negou ter exercido violência, enquanto responsáveis oficiais indicaram que o incidente está sob investigação.

A liderança iraniana acusou entidades estrangeiras de se aproveitarem da morte de Mahsa para fomentar uma rebelião contra a República islâmica e acusou os manifestantes de "sedição", referindo que diversos membros das forças de segurança foram mortos nos confrontos.

A Amnistia Internacional disse ter obtido uma cópia de um documento oficial onde se refere que o quartel-general das Forças Armadas ordenou aos comandantes militares em 21 de setembro que "confrontassem severamente os agitadores e contrarrevolucionários".

A Amnistia não indicou como obteve os documentos. As autoridades iranianas também não reagiram no imediato.

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, cerca de 60 pessoas foram mortas desde o início dos protestos, ao passo que a ONG Iran Human Rights referiu pelo menos 83 mortos.

O Comité para a proteção de jornalistas, sediado em Nova Iorque, disse na quinta-feira que foram presos 28 repórteres.

As autoridades iranianas restringiram o acesso à internet e bloquearam o acesso ao WhatsApp e Instagram, aplicações dos media sociais utilizadas pelos manifestantes para organizar e partilhar informação.

De acordo com um media da oposição que atua no exterior do país, forças iranianas abriram fogo sobre manifestantes que lançavam pedras. O Iran International, uma cadeia televisiva em persa sediada em Londres, difundiu hoje diversos vídeos, que não puderam ser autenticados no imediato.

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