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Atenas, um lugar para estar

Atenas, um lugar para estar

A leitora Otília Gomes recorda as férias que passou na Grécia. E na capital sentiu-se feliz. “Atenas é quente, maravilhosa, quando chove a terra sabe a sol.”

Quando pensava em férias, só pensava em praia e mar, ar livre. Sempre gostei de “andar ao ar”, mas o período de pandemia que vivemos nos últimos dois anos fez-me ter uma necessidade urgente de ar, sol, de preferência com calor, muito até. Não queria mais nada do que isto para as férias. Talvez também o silêncio das ondas do mar, mesmo quando não há ondas.

Quando decidi que iria de férias para a Grécia, pensei essencialmente nas ilhas, na cor e temperatura da água que cobiçava em cada imagem que via. Mas ir à Grécia e deixar de fora Atenas não me parecia possível. Atenas faz parte das memórias de liceu, do pensamento, da liberdade, da democracia, de todos aqueles políticos e pensadores que nos fizeram, um dia, querer ser muito acima de nós.

Mas Atenas é muito mais do que uma cidade histórica e com história. É diferente. É cinzenta e colorida, tem vida, muita vida, boa música, boa comida, lugares e construções com séculos, mas repleta de bares e restaurantes com bonitas e modernas decorações. Tem ruas estreitas e avenidas largas, praças e jardins. Não se nota o contraste, tudo funciona e encaixa na perfeição. É quente, maravilhosa, quando chove a terra sabe a sol.

Confesso que não fui muito “turista”, claro que visitei a Acrópole, e o seu interessante e moderno museu, e as Ágoras. Mas nos cinco dias que ali passei aproveitei essencialmente para passear, caminhar e sentir. Passei por ruas antigas e mais recentes, visitei mercados e lojas, falei com os vendedores, mesmo quando não falavam inglês, ri-me, cheirei e saboreei Atenas (acompanhada de boa cerveja e de bom vinho, que os gregos também percebem destes assuntos).

Acordar no centro de Atenas, subir ao 11.º andar (num dos hotéis onde fiquei hospedada) e ao 4.º andar (nos três dias extra que a greve no aeroporto de Lisboa acrescentou à minha viagem), e ver a Acrópole dourada (mais dourada) na luz da manhã, ouvir os pássaros encantados com o novo dia, fez-me feliz e com aquela sensação de que não precisava de mais nada.

Kalimera.

Otília Gomes

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