observador.ptObservador - 5 jul. 00:11

A transição da indústria farmacêutica na era digital

A transição da indústria farmacêutica na era digital

A única maneira de a transformação da indústria farmacêutica ter sucesso será olhar para fora e entender as necessidades das muitas organizações, grupos e indivíduos com os quais trabalha.

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Em 2022, a velocidade de adoção tecnológica está a influenciar todas as indústrias e a indústria farmacêutica não é uma exceção. Enquanto as empresas farmacêuticas têm feito alterações incrementais ao próprio modelo operacional durante os últimos anos, a pandemia veio intensificar várias tendências no mercado que realçaram a necessidade de transformação mais rápida. Tanto os profissionais de saúde como os pacientes exigem suporte e capacidade de resposta em tempo real, assim como soluções personalizadas, para uma tomada de decisão mais rápida e precisa.

O novo modelo a ser repensado pela indústria farmacêutica deverá ter como objetivo servir melhor os pacientes, envolver mais os funcionários e responder à concorrência. Cada empresa irá ter as suas prioridades, seja na melhoria de proposta de valor e investimento em áreas específicas (dados, tecnologia ou serviços), ou na melhoria de estratégia de acesso e resposta ao mercado. Todos estes esforços exigem aproveitar tecnologias digitais existentes, os dados e a análise dos mesmos para aumentar as capacidades das empresas e resposta ao dinamismo do mercado. No geral, é necessário olhar para todo o modelo de modo holístico, integrando fatores humanos e tecnológicos. Só assim será possível demolir silos institucionais, acelerar a tomada de decisão, melhorar a agilidade, eficiência e alocação de recursos.

Mas como poderá a indústria farmacêutica servir melhor os pacientes? A colaboração entre empresas de saúde digital diversas e empresas farmacêuticas deixa ao alcance uma série de oportunidades, caso contrário inalcançáveis. Apenas através de colaboração poderão as empresas farmacêuticas integrar as perspectivas dos vários intervenientes no próprio modelo operacional, garantindo uma melhor adaptação aos desafios da era digital.

Maria Raimundo, 31 anos, é Engenheira Biomédica tendo focado a sua carreira em Saúde Digital. Trabalha atualmente na Beta-i, consultora de inovação colaborativa, como Industry Lead do setor de Saúde, promovendo implementação de soluções de Saúde Digital inovadoras em todo o ecossistema. Para além disso, a Maria contribuiu para o grupo de trabalho do projeto Moving Genomics to the Clinic, do World Economic Forum. E é certificada por Harvard Medical School em Transformação Digital em Saúde. Os seus interesses em saúde digital, medicina personalizada e inovação levaram-na às Nações Unidas e ao MIT, para além de experiências profissionais em startups. Juntou-se aos Global Shapers Lisbon Hub no final de 2019.

O Observador associa-se ao Global Shapers Lisbon, comunidade do Fórum Económico Mundial, para, semanalmente, discutir um tópico relevante da política nacional visto pelos olhos de um destes jovens líderes da sociedade portuguesa.  O artigo representa a opinião pessoal do autor, enquadrada nos valores da Comunidade dos Global Shapers, ainda que de forma não vinculativa.

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