www.publico.ptpublico.pt - 3 jul. 05:20

Cartas ao director

Cartas ao director

Novo aeroporto de Lisboa

Os que discordam da construção do novo aeroporto em Alcochete utilizam um argumento totalmente falacioso para justificar a sua opinião: que é muito mais caro e demora muito tempo a construir. Deste modo, pretendem abrir caminho à solução do Montijo, como sendo mais barato e de construção mais rápida. Na realidade, o aeroporto em Alcochete pode e deve ser construído por fases. A primeira fase deveria constar apenas de uma pista e uma aerogare, no fundo idêntica ao que se tenciona construir no Montijo. Ou seja, os fundos que se iriam delapidar nesta solução, que tem merecido grandes críticas, como seja, por exemplo, a construção de uma nova pista, com grandes problemas de engenharia no aterro no topo sul, não esquecendo as questões ambientais, seriam muito mais bem aproveitados no financiamento da primeira fase de Alcochete.

Esperemos que o bom senso prevaleça.

José Augusto V.O. Simões, Oeiras

Revogação do despacho

Perante a posição do maior partido da oposição, restava ao partido do governo realizar uma jogada política que fizesse o PSD e todos os outros partidos a mudarem de posição e voltarem a participar na discussão e contribuírem para uma decisão nacional. Aí está a forma encontrada. Alguém acredita que esta tomada de decisão do ministro das infra-estruturas não foi concertada com o primeiro-ministro? A prova disso foi o entendimento entre ambos sem demissão. Se não fosse uma cartada política, nada disto teria sido possível. A demissão seria a única solução numa situação destas.

Rafael Serrenho, Alandroal

O grito de Pedro

Pedro Nuno Santos é burro? Eu acho que não. Está na cara que ele não foi pelos caminhos institucionais para dizer ao que vinha, mas eu até o compreendo. Tinha que dar um grito de revolta. Com quatro “batatas quentes” ao colo e um colega que não lhe dava dinheiro para as rodas dos comboios, outros a brincarem aos aviões, um presidente da oposição já eleito que não se quer queimar, ainda os autarcas a boicotar o trabalho já feito e um “chefe” que todos os dias adia tudo e promete tudo para “amanhã”, deu um grito para dizer “deixem-me trabalhar”. Não devia gritar tão alto? Quem sabe. O tempo o dirá.

José Rebelo, Caparica

Morosidade das pensões

Gostaria de manifestar a minha maior indignação pelo facto de estar a aguardar a minha pensão da Caixa Geral de Aposentações (CGA) há mais de três anos (recebo só a pensão da Segurança Social), apesar de já ter requerido a pensão unificada e a minha mulher estar a receber a pensão da CGA e de lhe faltar a da Segurança Social, há mais de dois anos. Já escrevi cartas à respectiva ministra, já fomos ao Centro Nacional de Pensões (CNP), à Loja do Cidadão, telefonemas intermináveis e até agora nada. Da última vez que fomos ao CNP, a 14 de Março deste ano, disseram-nos que dentro de 2/3 meses teríamos resposta e até agora, nada. Pergunto, até quando deveremos esperar?

As nossas pensões foram solicitadas pelos respectivos serviços de Genebra e estamos apreensivos por tanta falta de profissionalismos dos respectivos funcionários ou de toda a burocracia existente. Para terem uma ideia, cá na Suíça, dois, três meses antes de nos aposentarmos, normalmente somos obsequiados com uma carta dos respectivos serviços a darem-nos os parabéns e a desejarem-nos a melhor sorte. Para quando algo do género em Portugal?

Maurílio Gomes Romão, Locarno (Suíça)

Sol na eira e chuva no nabal

Uma boa parte dos líderes mundiais não anda boa da cabeça. Se Putin fez o que fez, espalhando metralha a jorros para exercer um “direito” a dominar um quintal/área de influência, os adversários tradicionais fizeram gala em se travestirem de inimigos, e os EUA, com imensa facilidade, convenceram os aliados da UE e do G7 a cerrarem fileiras contra a Rússia.

É certo que não é a maioria da população mundial, mas vêem-se como os únicos e legítimos detentores da “marca registada” democracia, reservando-se o direito a exportá-la para outras paragens, nem que seja contra a vontade dos protegidos. Enquanto contemplam o alargamento da NATO, sempre a pedido dos novos membros - a quem seria falta de respeito dizer não, mesmo que por razões prudenciais -, deleitam-se num interessante jogo de imaginação a criar inventivas sanções a Putin. Às vezes, dizem que deixam de comprar coisas à Rússia, mas só no futuro. Outras vezes, dizem que vão tabelar os preços, acima dos quais não pagarão. O presidente do Conselho Europeu é que sabe, como quando diz que “(...) o objectivo é atingir a Rússia e não tornar a nossa vida mais difícil e mais complexa”. É o chamado delírio criativo.

José A. Rodrigues, Vila Nova de Gaia

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