observador.ptObservador - 4 jul. 00:01

O novo Holocausto

O novo Holocausto

Fico abismado ao ver raparigas portuguesas com a bandeira da Palestina (e contra Israel), quando estamos a falar de um país onde a mulher é simples mercadoria e os casamentos são forçados.

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O povo judeu foi sempre perseguido ao longo da História, desde a fuga do esclavagismo do Antigo Egipto até ao Holocausto, passando, por exemplo, pela expulsão de Portugal há 526 anos. Hoje em dia, outra vez por questões políticas, há uma nova perseguição aos judeus feita por uma esquerda com ódios profundos e ressentimentos antigos. O facto de Israel ser um bravo resistente ao domínio muçulmano e um aliado dos Estados Unidos faz com que seja alvo preferencial dos progressistas. O problema é que a cegueira ideológica lhes faz defender o indefensável, assim como grande parte continua a apoiar a Rússia e a argumentar contra a Ucrânia.

Toda a vida ouvimos falar do terrorismo palestiniano, como vil e louco, com táticas como sequestros de aviões, tiroteios, atentados e apedrejamentos. O Hamas, que sempre foi considerado um bando de fanáticos religiosos, está a ser promovido como uma organização política respeitável. Entre os métodos favoritos de terrorismo palestiniano está aquele que se baseia nas mulheres ou crianças-bomba, que consiste em colocar engenhos explosivos altamente destrutivos alojados no corpo destas pessoas e fazê-las explodir em mercados israelitas cheios de gente. Subitamente, deixamos de ter notícias destas na imprensa mainstream ocidental, mas isso não quer dizer que tenham parado.

O banho de sangue e os corpos mutilados, que entravam por nossa casa dentro, nos anos oitenta e noventa, deixaram de aparecer na televisão e de ter destaque dos jornais, simplesmente porque não serve o propósito da agenda contra Israel.

Mais uma prova de que a esquerda está a defender o indefensável é observarmos os povos que circundam e reivindicam o território de Israel, como a Jordânia, a Síria, até à gigante Arábia Saudita – tudo autocracias que são conhecidas por tudo menos pela democracia e pelo respeito dos direitos humanos. Fico abismado ao ver raparigas portuguesas com a bandeira da Palestina (e contra Israel), quando estamos a falar de um país onde a mulher é simples mercadoria, a sociedade é poligâmica (mas só para os homens), os casamentos são forçados, há escravidão, opressão e repressão, sem o respeito pelos direitos mais básicos de qualquer ser humano, sem contar com a perseguição criminosa a homossexuais e a intolerância religiosa. É demasiado contraditório quem se diz feminista apoiar a luta destes regimes.

É anedótico mas esclarecedor da lavagem cerebral a que os nossos jovens estão a ser submetidos na televisão, na cultura, na imprensa mainstream e em toda a propaganda progressista. O ódio a Israel cresce diariamente, como em outros momentos da História. Fala-se em anti-sionismo como forma de esconder o crescente anti-semitismo. Mas o que é o anti-sionismo? É tão somente mais uma explicação política, como tantas houve ao longo dos tempos, para justificar a perseguição a este povo. Em Portugal tenta-se reverter a lei dos judeus sefarditas. Estou à espera do regresso da obrigatoriedade de se colocar uma estrela no peito dos judeus.

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